Coisas Pequenas e Simples

Coisas Pequenas e Simples

Há mais de um ano, estive com os jovens da ala durante a Escola Dominical. Estudamos juntos a história do leproso Naamā, em 2 Reis 5. Todos acompanharam a leitura em smartphones. Comentei ter mais facilidade para encontrar o livro de 2 Reis pela Biblioteca do Evangelho (aplicativo que contém as escrituras) do que pela Bíblia impressa. Questionei-os se era assim também para eles. Não demoraram a responder que sim. A pergunta, aparentemente despretensiosa, concedeu-me uma pequena visão das experiências que eles estavam tendo com as escrituras, nos distintos formatos.

Lembrando as apresentações das leituras de livros do ensino fundamental (onde iniciávamos apresentando os personagens da história), avaliei os envolvidos nos primeiros versículos do capítulo mencionado. O chefe do exército do rei da Síria (Naamã), sua mulher, o rei da Síria e uma menina, serva da mulher de Naamã, cujo nome ao menos é mencionado.

A milagrosa cura de Naamã, ao lavar-se sete vezes no Jordão, foi impulsionada pela fé da menina cujo nome não é mencionado: “(…) Quem dera que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. Então entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.” (2 Reis 5:3-4). Por sua parcimônia e simplicidade, a menina anônima passou a ser uma das minhas personagens favoritas das escrituras.

Alma ensinou: “Ora, podes supor que isto seja tolice de minha parte; mas eis que te digo que é por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas (…)” (Alma 37:6)

Quando o testemunho puro e simples não é subestimado, as pessoas aliam-se ao Pai Celestial na realização de coisas grandiosas e de significado profundo.

Naamã, em princípio, foi resistente em relação ao local de sua cura. Considerava Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores que o Jordão. Mas os pensamentos do Senhor eram mais altos do que os de Naamã, assim como os Seus caminhos. O Pai Celestial conhecia a profundidade do Jordão, Naamã não. O rio Jordão possui a corrente de águas mais baixa da Terra, e por esse motivo foi elegido como o local onde o Salvador seria batizado. O leproso ascendeu das profundidades de sua própria dor para o ponto mais elevado do seu destino. Significativo? Não obstaculizemos os desígnios e propósitos do Senhor por considerarmos Seus meios simples.

Poema de Meade McGuire

“Pai, onde trabalharei hoje?”

E o meu amor fluiu cálido e abundante.

Ele, então, apontou para um lugar pequenino

E disse: “Toma conta disso para mim”.

Depressa respondi: “Oh, não. Isso não!

Ora, ninguém vai ver,

Não importa quão bem eu realize meu trabalho.

Não me dê um lugar tão pequeno assim”.

Disse- me ele, então, sem reprovação,

Mas com toda ternura:

“Ah, meu pequeno; perscruta o teu coração;

Estás trabalhando para eles ou para mim?

Nazaré era um lugar pequenino,

E Galileia o era também”

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Destilar Sabedoria nos Invernos da Vida

Destilar Sabedoria nos Invernos da Vida

Pessoalmente falando, creio que poucas passagens nas escrituras possuem significado mais profundo do que Jesus Cristo e o paralítico deitado numa cama.

“Pois qual é mais fácil, dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?” (Mateus 9:5).

Convido-os a ponderar por alguns instantes as seguintes questões:

1. O que custou a Cristo a capacidade e a possibilidade de curar enfermos?

2. O que custou a Cristo a capacidade e a possibilidade de perdoar pecados?

Entre as exigências dessas curas estão inclusas intrepidez e confiança inabaláveis na vontade de Deus. Também, a grande consagração original, o grande e último sacrifício. As curas realizadas em nome de Deus custam o tremor e o sofrimento do “mais grandioso de todos” (Doutrina & Convênios 19:18).

A indagação do Salvador oculta a obviedade da dificuldade do oferecimento das bênçãos com as quais o paralítico foi abençoado. O Salvador viveu a vida realizando coisas difíceis. Usando a linguagem de Isaías, o “homem de dores” aprendeu pelas coisas que padeceu.

O Élder Ellis, autoridade geral emérita, ensinou na Conferência Geral de outubro de 2017 que, além de Cristo, Deus, o Pai, e o Espírito Santo também estão acostumados a fazer coisas difíceis:

“Deus, o Pai, sacrificou Seu Filho Unigênito para o terrível sofrimento da Expiação e da morte por Crucificação. (…) O Espírito Santo espera pacientemente para nos inspirar, advertir e guiar, e depois, algumas vezes, é ignorado, mal interpretado ou esquecido.”

Gosto do otimismo de Heráclito, que diz que tanto a virtude como a arte se preocupam sempre com o mais difícil, pois as coisas boas se tornam até melhores quando difíceis.

O Presidente Thomas S. Monson ensinou:

“Tenhamos a coragem de contrariar o senso comum. Escolhamos sempre fazer o certo mais difícil em vez de fazer o errado mais fácil.”

Tal como o Salvador, podemos tirar lições do que padecemos. Por exemplo, para alguns (inclusive eu), árduo é superar o frio do inverno. Na gélida estação, lembro de Charles Schulz: “felicidade é um cobertor quente”. Aprendi recentemente que, além de protestar contra o frio agasalhando-me, posso aprender a ser grato por suas dádivas.

Augusto Cury escreveu:

“Todos elogiam a primavera e esperam ansiosamente por ela, pois pensam que as flores surgem nessa época do ano. Na realidade, as flores surgem no inverno, ainda que clandestinamente, e se manifestam na primavera. A escassez hídrica, o frio, a baixa luminosidade, pertinentes ao inverno, castigam as plantas, levando-as a produzir metabolicamente as flores que desabrocharão na primavera. As flores contêm as sementes, e as sementes expressam uma tentativa de continuação do ciclo da vida das plantas diante das intempéries que atravessaram no inverno. O caos do inverno é responsável pelas flores da primavera.”

Que aprendamos a destilar sabedoria nos invernos da vida!

A Vida é Feita de Espera

A Vida é Feita de Espera
No dia em que minha esposa Laisla e eu completamos aniversário de namoro e casamento, compartilho um de seus textos, escrito há alguns anos, A Vida é Feita de Espera. 🎂

Sempre disse que a vida foi e é feita de espera e alguns detalhes da vida me ajudam a perceber melhor isso. Esperamos nove meses dentro de um lugar quentinho para nascermos, esperamos esse tempo para estarmos “prontos” para viver melhor, claro que há alguns apressadinhos que nascem antes, mas eles também esperaram um tempo.

Depois esperamos um tempo para poder aprender as coisas básicas da vida, pois pra todas coisas existem idade certa, por exemplo, os bebês, só podemos incluir outros alimentos na alimentação deles após os seis meses. Eles esperam mais ou menos, de seis a dez meses para começar a engatinhar, esse acontecimento é marco no desenvolvimento dos bebês, pois é a partir desse momento que eles começam a se locomover sozinhos, essa etapa é bem importante, pois o engatinhar ajuda a fortalecer os músculos dos pequeninos. Esperamos também, para poder caminhar e correr sozinhos e depois que isso acontece, a mãe fica quase que desesperada pelo fato de que a criança quer estar sempre no chão caminhando e também mexendo nas coisas (hehehehe), o caminhar é um marco de independência da criança.

Seguindo, esperamos para ir ao colégio pela primeira vez. E é interessante que nessa fase quase toda criança diz que quer crescer logo para ser um adulto, não sei por que elas querem ser adultas, mal sabem elas que quando chegarem a ser adultas terão que enfrentar vários obstáculos e preocupações. Eu também falava isso, quando meus pais me perguntavam por que, eu respondia que era porque queria ser grande e ser mãe.
Como sou SUD (de’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), tenho alguns fatos pelos quais esperei diferentemente de pessoas que não são SUD, como por exemplo, esperei ter oito anos para poder me batizar, esperei doze anos para poder entrar para a organização das moças e também para poder ir ao templo pela primeira vez. Esperei os dezesseis anos para poder começar a namorar, muitas pessoas podem achar isso estranho, mas faz parte do que acredito, e segui conselhos dos profetas modernos que se encontram no livreto Para o Vigor da Juventude (fica o link para todos os que tiverem interesse de ler os conselhos dados aos jovens da igreja http://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language-materials/09403_por.pdf?lang=por).

Uma coisa bem interessante aconteceu quando eu tinha dezessete anos e foi o que me fez esperar por mais alguns fatos importantes, isso me levou a fazer escolhas que perpetuarão pela eternidade. Pois bem, minha família mudou de cidade e nessa cidade encontrei um rapaz, um rapaz cheio de virtudes, com certeza um rapaz que foi a resposta das minhas orações, com ele comecei a namorar no dia vinte e sete de maio de dois mil e sete. Essa foi uma etapa da minha vida, na qual eu mudei bastante, pois foi com a ajuda desse rapaz que me tornei uma pessoa melhor. E tenho certeza que o Senhor coloca as pessoas certas nos momento certos em nossas vidas e foi assim que aconteceu comigo. Deus me deu um presente e foi o Wagner o rapaz do qual estou falando, ele é muito especial e suas qualidades são fruto da obediência, ele é um rapaz que sempre buscou honrar o sacerdócio que possuía e que me fez a pessoa mais feliz.

Por ter aprendido que deveria ser fiel a minha decisão, logo quando ele foi para a missão em Fortaleza no Ceará, esperei ele até o fim sem desistir em nem um minuto, não foi fácil, mas valeu a pena… Muitas vezes me senti só, mas o Senhor sempre esteve ao meu lado e me deu forças. Durante dois anos esperava ansiosamente pelo dia das mães e natal para poder falar com ele pelo telefone, pois eram as únicas ligações que ele poderia fazer para casa. Esperava cada semana pelas cartas e toda segunda-feira pelo e-mail. Contava os dias para o reencontro, contava, contava e as vezes parecia que o tempo não passava, mas nós conseguimos e esse tempo apenas serviu para nos aproximar mais e mostrar que nosso amor superava esse obstáculo. Amei ele cada dia mais e mais. Lembrava sempre de uma frase que diz “Felicidade é ter algo que fazer, ter algo que amar e algo que ESPERAR.” (Aristóteles)

E esses dois anos se passaram e confesso que hoje tenho um pouco de saudade de receber cartas todas as semanas (hehehe). No dia que ele voltou ele estava radiante iluminado e cheio de espírito, estava meio tímido, pois fazia tanto tempo que não nos víamos, mas loguinho ele superou sua timidez… E posso dizer que esses dois anos foram anos muito abençoados para mim, pude me aproximar mais dele e do Senhor, aprendi muito, pude desenvolver vários dons, como a paciência de esperar algo que se quer muito.

Depois desse período, juntos esperamos pelo “GRANDE DIA”, ou seja, o dia dos meus sonhos, para quem não entendeu esperamos pelo dia do casamento, que foi marcado para três meses depois que ele chegou e nos casamos no civil no dia em que começamos a namorar, e nos selamos para o tempo e para a eternidade no dia vinte e oito de maio de dois mil e onze. Posso dizer que foi a melhor coisa que me aconteceu até agora e também que foi muito bom esperar para estar casada pra sempre com quem eu amo.

Eu o amo cada dia mais e tento demonstrar isso todos os dias, é claro que as vezes não consigo, mas eu tento.  :p

“Se você quer que alguma coisa dure para sempre, deve tratá-la de modo diferente. Você a defende e a protege. Você não a expõe aos elementos. Você não a torna comum ou trivial. Caso ela venha a ficar oxidada, você amorosamente dá polimento a ela até que resplandeça como nova. Ela torna-se especial porque você a fez especial, e a sua beleza e preciosidade aumentam com o passar do tempo.” (E. F. Burton Howard)

“O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam, mas, para os que amam, o tempo é eterno…”

Eu Andarei Contigo

Eu Andarei Contigo

São denominamos “amigos do rei” indivíduos que recebem privilégios ou favorecimentos em razão da proximidade que possuem com o(s) sujeito(s) que manda(m). Tratando do termo em sua literalidade, emergem das profundezas da desesperança os servos – que bem faríamos em chamá-los de amigos – do capitão dos exércitos do Rei da Síria, Naamã. Vencendo o constrangimento da necessidade de discordância, educadamente retiraram as escamas da escuridão dos olhos de seu encolerizado líder.

Arrazoava Naamã em seu coração, ao receber do mensageiro do profeta Eliseu a incumbência de lavar-se no Jordão para ficar curado da lepra:

“(…) Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, e invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso.

Não são porventura Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação” (2 Reis 5: 12-13).

Em meio à tanta indiferença e falta de misericórdia para com os doentes (na maior parte das vezes instigadas pelo esbanjar de saúde), irrompe o belo exemplo de empatia dos amigos desse enfermo!

“Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.”

O Élder Robert D. Hales disse: “Amigos são pessoas que fazem com que nos seja mais fácil viver o evangelho de Jesus Cristo”.

Estamos cercados de pessoas que fazem com que nos seja mais fácil viver o evangelho de Jesus Cristo?

O apóstolo Paulo ensinou sobre as más instigações: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).

Citar o popular jargão “Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és” pode soar como provocação. Pode mesmo instaurar acobardamento. Conquanto, se a afirmativa for avaliada com calma, pode nos trazer uma valiosa lição.

Em sua visita aos Nefitas, o Salvador ministrou somente àqueles que Nele haviam exercido fé. Àqueles que pela fé, crença e boas obras, foram poupados das calamidades e catástrofes pelas quais passou a Terra, durante os três dias em que esteve no Mundo Espiritual.

E o que dizer de mais um dos conselhos de Paulo, em sua segunda epístola a Timóteo?

“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

Traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amantes dos deleites do que amantes de Deus,

Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).

Andar “com” é diferente de andar “entre”.

Alma, o filho, “(…) andava secretamente com os filhos de Mosias procurando destruir a igreja e desviar o povo do Senhor, contrariando os mandamentos de Deus e os do próprio rei” (Mosias 27:10).

Os profetas e missionários andam entre os iníquos, pregando o evangelho e clamando o arrependimento. O próprio já citado Alma, com seus filhos, entre o povo:

“E então aconteceu que os filhos de Alma andaram entre o povo para proclamar-lhes a palavra. E o próprio Alma não conseguiu descansar e fez o mesmo” (Alma 43:1).

Nossa responsabilidade de amar a todos é inerente ao discipulado. Sendo as mãos do Senhor na Terra, pode ser que sejamos a resposta à silenciosa oração de um filho do Pai Celestial. Sei, por experiência própria, que essa é uma das mais agradáveis experiências da vida.

Tal como aconteceu com Naamã e seus servos (amigos), por nosso meio o Senhor poderá realizar milagres na vida das pessoas. Eles não acontecerão, contudo, se deixarmos o constrangimento ser maior do que o impulsionamento do Espírito Santo. A voz de advertência deve chegar às pessoas.

Muitas pessoas já depararam-se em seu celular com mensagem semelhante à seguinte:

som alto

Ela lhe traz cólera ao coração? Inquietação? Aborrecimento? Ou o prazer de saber que se está sendo cuidado, mesmo nas tarefas mais recorrentes da vida?

Pode ser que recaia sobre nós o encargo de guardarmos o nosso irmão. Sinto o Salvador perto ao procurar fazer pelas pessoas o mesmo que Ele faria se estivesse aqui. Mesmo que seja a correção.

Sempre me emociono ao pensar sobre um dos meus hinos favoritos da primária. Eu Andarei Contigo, de Carol Lynn Pearson:

“Se teu andar não é como o meu,
Muitos se afastarão de ti.
Mas eu não! Eu não!

Se teu falar não é como o meu
Muitos até rirão de ti.
Mas eu não! Eu não!

O meu amor demonstrarei,
Contigo sempre estarei.

Pois Jesus o seu amor
A todos sempre ofertou
E assim eu farei.
Ele a todos abençoa
E nos diz: “Vem, segue-me”

E assim eu farei.
E o seguirei.
Contigo andando e falando,
Meu amor demonstrarei.

Se procurarmos andar abençoando a vida das pessoas, especialmente as rejeitadas, desprezadas, entristecidas, amarguradas, desesperançosas, depressivas, humilhadas, cujas mãos pendem e cujos joelhos encontram-se enfraquecidos, estaremos sendo verdadeiros discípulos do Salvador Jesus Cristo.

12 Hábitos a Adquirir Como membros da Igreja

12 Hábitos a Adquirir Como membros da Igreja

Em uma das minhas últimas consultas ao médico, observei que o tempo de espera foi maior do que o tempo de atendimento. Analogamente, é a vida. Calculável, finita. Eminentemente ínfima em relação à existência antecedente, assim como à precedente. Não como exemplos perfeitamente aplicáveis, mas como ajuda à percepção de tal lapso temporal, poderíamos citar a gota no balde e o nó em uma grande corda.
Paradoxalmente, a curta vida, por vezes, parece tornar-se desmedida. Fica-nos mesmo a impressão de que a ampulheta caiu de lado, e o tempo parou. Sentimos o peso da rotina. Eventualmente, sentimos que a vida se tornou o que se diz do caráter do próprio Pai Eterno, a mesma “ontem”, “hoje” e, quem sabe, no nosso caso, “para sempre”.

Observemos as seguintes escrituras:

3 Néfi 2:4:

“E assim se passou o nonagésimo sexto ano; e também o nonagésimo sétimo ano; e também o nonagésimo oitavo ano; e também o nonagésimo nono ano;”

3 Néfi 5:7:

“E assim se passou o vigésimo segundo ano e também o vigésimo terceiro ano e o vigésimo quarto e o vigésimo quinto; e assim se passaram vinte e cinco anos.”

4 Néfi 1:6:

“E assim se passou o trigésimo oitavo ano, bem como o trigésimo nono e o quadragésimo primeiro e o quadragésimo segundo, sim, até que se passaram quarenta e nove anos e também o quinquagésimo primeiro e o quinquagésimo segundo, sim, até que se passaram cinquenta e nove anos.”

As circunstâncias históricas do primeiro versículo diferem das dos dois últimos, assemelhando-se meramente pela habitualidade das suas práticas. Por um lado, cegueira espiritual e permissividade impulsionada por Satanás. Por outro lado, fidelidade e perseverança. Sinais seguindo os que criam. Banimento das combinações iníquas e secretas e abomináveis.

Hábitos criados, nos dois casos.

Segundo Aristóteles, “não saber que em todos os assuntos os hábitos se adquirem mediante a continuidade dos hábitos, é um erro grosseiro.”

Mesmo os mais concretos maus hábitos podem ser esfacelados.

C. S. Lewis:

“A respeito de “voltar no tempo”. Você pensaria que estou brincando se dissesse que podemos atrasar o relógio e que, se o relógio está errado, é essa a coisa sensata a fazer? Prefiro, entretanto, deixar de lado essa comparação com relógios. Todos nós queremos o progresso.

Progredir, porém, é aproximarmo-nos do lugar aonde queremos chegar. Se você tomou o caminho errado, não vai chegar mais perto do objetivo se seguir em frente. Para quem está na estrada errada, progredir é dar meia-volta e retornar à direção correta; nesse caso, a pessoa que der meia-volta mais cedo será a mais avançada.

Todos já tivemos essa experiência com as contas de aritmética. Quando erramos uma soma desde o início, sabemos que, quanto antes admitirmos o engano e voltarmos ao começo, tanto antes chegaremos à resposta correta. Não há nada de progressista em ser um cabeça-dura que se recusa a admitir o erro. Penso que, se examinarmos o estado atual do mundo, é bastante óbvio que a humanidade cometeu algum grande erro.
Tomamos o caminho errado. Se assim for, devemos dar meia-volta. Voltar é o caminho mais rápido.”

Os capítulos 3, de 3 Néfi, e 1, de 4 Néfi, supracitados, testemunham que, “pela glória do Pai”, tendo tomado sobre nós o nome de Cristo, andaremos em “novidade de vida” (Romanos 6:1-4). Para todos os Nefitas que exerceram fé no Salvador, as novidades vieram em forma de ministério pessoal do Salvador, depois de sua ressurreição, e de extinção das contendas e felicidade, “em virtude do amor a Deus que existia no coração do povo. (…) e certamente não poderia haver povo mais feliz entre todos os povos criados pela mão de Deus” (4 Néfi 1:15-16).

Um dos hábitos negativos que deveríamos buscar eliminar de nossa vida, diz respeito às palavras que proferimos. Conforme ensinou o Élder Larry R. Lawrence, dos 70:

“(…) Satanás não conhece nossos pensamentos a menos que os contemos a ele. O Senhor explicou: “Ninguém há, a não ser Deus, que conheça teus pensamentos e os intentos de teu coração” (D&C 6:16).”

Talvez seja por isso que o Senhor nos deu mandamentos como “Não murmures” (D&C 9:6) e “Não falarás mal de teu próximo” (D&C 42:27). Se você conseguir aprender a refrear a língua (ver Tiago 1:26), não acabará dando informações demais ao diabo. Quando ele ouve lamúrias, reclamações e críticas, anota tudo cuidadosamente. Suas palavras negativas expõem suas fraquezas ao inimigo!”

O Élder Lawrence, citando o presidente Benson, ensinou sobre 12 maneiras de vencer o desânimo. São excelentes hábitos a adquirir:

1 – Servir ao próximo;
2 – Trabalhar arduamente;
3 – Evitar a ociosidade;
4 – Ter bons hábitos de saúde;
5 – Exercícios físicos;
6 – Alimentos naturais;
7 – Pedir bênção(s) do sacerdócio;
8 – Ouvir música inspiradora;
9 – Contar as bênçãos;
10 – Traçar metas;
11 – Escrituras;
12 – Orar sempre.

Sei que desejar a alegria das novidades de vida advindas do Senhor não é utopia. O Senhor está obrigado quando fazemos o que Ele diz. (Doutrina & Convênios 82:10). Pois, “(…) como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam”.

A visão de um não-membro sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A visão de um não-membro sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Por Rafael Estima:

Estou escrevendo este post neste blog para expressar a visão de uma pessoa que não é membro da  Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sobre esta igreja.

Então agradeço ao meu amigo Wagner por ceder este espaço em seu blog.

Então vou mostrar a minha visão.

A primeira vez que ouvi falar nessa igreja foi através de uns amigos. Escutava alguns deles dizendo:

“Fulano está aprendendo inglês com os mórmons…”

“Os mórmons são os melhores professores de inglês!”

“Eles têm um segredo para aprender qualquer língua.”

Confesso que aquilo chamou minha atenção. Quem seriam os tais “mórmons”? Seria uma seita maluca? Qual seria o grande segredo para aprender qualquer língua?

Apesar de ficar curioso segui minha vida normalmente. Realizava meus trabalhos em desenvolvimento de software e seguia estudando para escolher as melhores ações para investir na bolsa.

Quando Fui Pesquisar?

Muitos anos depois acabei conhecendo o Wagner no trabalho. Apesar de chegar falando pouco logo estávamos tendo várias conversas pois trabalhamos a maior parte do tempo juntos.

Em algumas dessas conversas fiquei sabendo que ele era mórmon e que tinha até mesmo participado de uma missão em Fortaleza.

Me espantou a convicção dele em suas crenças e também a sua disciplina em seguir sua vida através dos ensinamentos da sua igreja. Com isso, decidi pesquisar mais a respeito para saber quem eram esses fiéis.

Minha grande surpresa foi que eles são cristãos!

Como minha família é católica conheço um pouco da Bíblia, apesar de não seguir a religião. Achei muito interessante quando descobri que os mórmons levam em conta apenas algumas interpretações da Bíblia, e não a seguem tal qual está escrito.

Tive grande admiração nisso pois como minha família é católica sei o quão difícil é afirmar seus pontos contrários para um católico fervoroso. Se isso é difícil hoje, imagina no século 19.

Tive também alguma identificação com Joseph Smith, pois ele no começo tinha a mesma dúvida que eu tenho hoje. Qual será a verdadeira igreja?

Minhas dúvidas ainda vão além. Será que existe mesmo uma verdadeira igreja? Ou serão todas verdadeiras?

Provavelmente eu morra sem saber isso. Entretanto o que sei é que se eu faço o bem me sinto bem, se eu faço o mal me sinto mal.

Para finalizar, minha visão sobre os mórmons é de admiração pois sei o quanto é desgastante ir contra um padrão, como fez Joseph Smith. E quanto a minha religião, diria que sou agnóstico.

Ao Wagner novamente deixo meus agradecimentos, e minha cordial saudação a todos os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

“Ó Deus, Onde Estás?”

“Ó Deus, Onde Estás?”

“Ora, podes supor que isto seja tolice de minha parte; mas eis que te digo que é por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas” (Alma 37:6). Um pequeno grão de arroz pode virar uma balança. Mesmo a última instância da dor humana pode ser mitigada pelo palpitar do coração de um pequeno ser de 4 milímetros, ainda em formação.

A serpente levantada por Moisés no deserto possuía o poder de curar os indivíduos envenenados que meramente olhassem para ela. A experiência desses israelitas simplesmente não difere copiosamente da nossa. Os céus são a morada de Deus, e estão à nossa vista. Nós também podemos escolher olhar e viver. Deus está muito próximo. Cristo está muito perto. A primeira visão do jovem Joseph Smith evidencia que o Pai e o Filho estavam próximos.

A todos que de alguma forma sentem que Deus está longe, gostaria de compartilhar as palavras de dois cristãos.

Carlos Wizard Martins, um investidor de sucesso, escreveu em seu livro Desperte o Milionário Que Há Em Você:

“Gostaria de sugerir-lhe uma experiência que lhe auxiliará em seu contato com sua
espiritualidade. É um gesto pessoal que exigirá atitude de humildade, mansidão e reverência de sua parte.

Essa experiência consiste no seguinte: reserve para si mesmo um tempo de meditação e reflexão. Escolha local, dia e horário em que você esteja livre de interrupções ou interferências. Se possível, fique em contato com a natureza, diante da beleza das montanhas, do campo ou do mar. Você saberá escolher o lugar mais apropriado.
Quando estiver nesse local reservado, comece a conversar, em espírito de agradecimento, com o Criador. Você poderá começar agradecendo pela criação do mundo, pelo calor do Sol, pela beleza da Lua e das estrelas, pelo ar que você respira, por sua concepção, por sua gestação, por seu nascimento.

Agradeça por seu corpo, seus órgãos, seus membros, sua mente, sua inteligência. Agradeça por seus primeiros dias de vida, por sua mãe, por seu pai (mesmo que ele seja desconhecido), por sua infância, por seus familiares, por seus primeiros anos de vida, pelo primeiro dia de aula, por seus professores, por seus vizinhos, por seus amigos da infância e da juventude.

Quanto mais completo e mais detalhado for o seu agradecimento, mais efeito terá.
Continue com seu espírito de gratidão passando por todas as fases de sua vida até chegar ao dia presente. Não tenha pressa. Talvez você opte por escrever seus sentimentos nesse momento. Siga as impressões de seu coração, pois o importante é você reconhecer a mão de Deus em cada fase de sua existência.

Com essa atitude constante no coração, você desenvolverá cada vez mais sua espiritualidade. Você criará uma conexão ou ligação espiritual com o Criador e, com o espírito cheio de gratidão, estará mais preparado para ser guiado por Deus rumo à realização de seus desejos mais sinceros.

Que alegria saber que você pode manter um elo com o próprio Criador, um ser celestial, onipotente, onisciente, fonte de toda luz, inteligência, sabedoria e amor! Por ser filho de Deus, esse universo lhe pertence como legítima herança. O mais importante é que você também é herdeiro das características, dos atributos e dos dons divinos. Tenha certeza de que você não está sozinho. Deus, como um Pai amoroso, está sempre à sua disposição. Tente falar com um mortal e você terá a maior dificuldade em marcar um horário, agendar uma data, e ainda terá de telefonar com antecedência para confirmar o encontro. Deus, todo-poderoso, coloca-se humildemente ao seu dispor a qualquer hora do dia ou da noite, e você pode alcançá-lo onde estiver: em casa, no trabalho, na escola, no campo, nas ruas, em momentos de alegria ou de dor.

Observe o pensamento inspirador de Keith DeGreen a respeito das bênçãos temporais:
“Na medida em que o dinheiro é a qualidade dos serviços que prestamos aos outros, acumulá-lo é nobre. Na medida em que utilizamos nosso dinheiro a serviço dos que amamos, suprindo os com todo o calor, conforto e segurança possíveis, o dispêndio é compensador e divino”.

Seria na verdade uma incoerência pensar que Deus, sendo Pai de amor, Criador de todas as riquezas, de todas as fortunas, todo minério, minas incontáveis de diamantes, prata e ouro, impedisse seus filhos de usufruir de sua criação. Por isso, agradeça a Deus pela riqueza existente ao seu redor e à sua disposição. Toda essa riqueza é sua. Ela lhe pertence. É preciso, porém, que você, como legítimo herdeiro, reivindique essas bênçãos das mãos daquele que as criou. Lembre-se dessas palavras: “Tudo o que pedires ao Pai com fé, acreditando que recebereis, ser-lhe-á concedido”. Essa passagem inclui talentos, habilidades, dons, amor, casamento, filhos, terrenos, casas, apartamentos, automóveis, empresas, indústrias, ou seja, tudo o que seu coração desejar.”

C. S. Lewis (meu autor favorito), em seu livro Cristianismo Puro E Simples:

“O organismo vivo não se caracteriza por nunca se ferir, mas sim por ter um poder, mesmo que limitado, de recuperação. Da mesma forma, o cristão não é um homem que nunca erra, mas um homem capaz de se arrepender, de levantar a cabeça e seguir em frente após cada queda. Ele é assim porque a vida de Cristo está dentro dele, sempre pronta para recuperá-lo, habilitando-o a imitar (em certa medida) a morte voluntária que o próprio Cristo levou a cabo.

É por isso que o cristão se encontra numa situação diferente da de outras pessoas que tentam ser boas. Estas esperam, por ser boas, agradar a Deus, quando nele acreditam; ou, caso não acreditem, esperam pelo menos receber a aprovação dos homens bons. Já o cristão pensa que todo bem que faz advém da vida de Cristo que o anima interiormente. Não pensa que Deus nos amará mais por sermos bons, mas que Deus nos fará bons porque nos amou primeiro, do mesmo modo que o teto de uma estufa não atrai o sol por ser brilhante, mas brilha porque o sol irradia sobre ele.

(…)

Os cristãos são o corpo de Cristo, o organismo através do qual ele trabalha. Cada acréscimo a esse corpo permite que ele trabalhe mais. Se você quer ajudar os que estão de fora, tem de acrescentar sua pequena célula ao corpo de Cristo, o único que pode ajudá-los. Decepar o dedo de um homem seria uma forma excêntrica de levá-lo a trabalhar mais.

Vamos a outra objeção possível. Por que Deus quis entrar sob disfarce neste mundo ocupado pelo inimigo, fundando uma espécie de sociedade secreta para minar o demônio? Por que não invade o território com força total? Será que ele não é forte o suficiente? Bem, os cristãos acreditam que Deus vai utilizar a força total; apenas não se sabe quando. Mas podemos adivinhar o porquê do atraso. Agindo assim, ele nos dá uma chance de aderirmos à sua causa livremente. Não acho que você e eu teríamos em alta estima um francês que esperasse os aliados marcharem Alemanha adentro para só então anunciar que estava do nosso lado. E certo que Deus vai invadir. Mas não sei se as pessoas que pedem que Deus interfira aberta e diretamente em nosso mundo sabem exatamente o que estão pedindo. Quando ele fizer isso, será o fim do mundo.

Quando o autor sobe ao palco, é porque a peça já terminou. A invasão divina vai acontecer, não há dúvida quanto a isso; mas o que vamos ganhar se só então anunciarmos que estávamos do lado dele? De que nos valerá isso quando o universo se dissolver como um sonho e algo até então inconcebível para nossa mente sobrevier com estrépito — algo tão magnífico para alguns e tão terrível para outros? De que isso nos valerá quando não pudermos mais escolher? Dessa vez, Deus se apresentará sem disfarce, e virá com tamanho poder que causará em cada criatura um amor irresistível ou um irresistível horror. Será tarde demais, então, para escolher um dos lados.

Quando não é mais possível ficar em pé, de nada adianta você dizer que decidiu ficar deitado. Aquele não será o tempo das escolhas, mas sim da revelação do lado a que pertencíamos, tivéssemos consciência disso ou não. Hoje, agora, neste momento, temos a oportunidade de escolher o lado correto. Deus tarda a aparecer para nos dar essa chance, que não durará para sempre. É pegar ou largar.”